Durante a abertura do 100º Encontro Nacional da Indústria da Construção (ENIC), realizado nesta terça-feira (8), em São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou o compromisso do governo federal em enfrentar os desafios do déficit de infraestrutura e habitação no Brasil.
Segundo o mandatário, o total de 8 milhões de casas entregues pelo programa Minha Casa, Minha Vida ainda não é suficiente para suprir o déficit habitacional do país. “Se fazer a quantidade de casas que nós estamos fazendo [8 milhões pelo Minha Casa, Minha Vida] ainda não dá conta de vencer esse tal de déficit habitacional, é preciso que a gente seja criativo e que a gente pense mais”, apontou o presidente.
Lula também reforçou a necessidade de buscar novas formas de geração de renda para contornar a situação deficitária no âmbito habitacional. “É preciso criar mais recursos, inventar novos fundos, encontrar alternativas, porque precisamos resolver o déficit habitacional. Ainda há muitas palafitas neste país”, destacou.
O presidente disse que há 71 anos ouve que o déficit de moradias no Brasil é de 7 milhões de unidades e que pretende “parar de enxugar gelo”. Seguindo esse raciocínio, reforçou que aplicar recursos em projetos sociais representa um investimento no futuro do país e destacou que o setor da construção civil tem plenas condições de responder a essa demanda. “Com o crescimento do conhecimento científico e tecnológico, hoje, vocês estão dando uma demonstração de que esse setor continua e por muito tempo será um setor de ponta neste país. Até porque falta muita coisa para a gente fazer”, afirmou.
Na ocasião, o presidente Lula anunciou uma série de novos investimentos, entre eles:
- Concessão de 46 rodovias e ferrovias, com foco na melhoria da infraestrutura logística do país;
- Construção de escolas de tempo integral, ampliando o acesso à educação de qualidade;
- Incremento de R$ 30 bilhões no financiamento habitacional por meio do programa Minha Casa, Minha Vida, com recursos destinados à Faixa 4 — recém-criada para atender à classe média, com imóveis de até R$ 500 mil.




